Os empregos vão desaparecer!

Publicado em 19/08/2010

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25 de fevereiro de 2009
MARCELO CHERTO - Grupo Cherto

Escolhi um título de impacto para este texto para deixar bem claro que pretendo escrever sem “anestesia”. Não tenho a intenção de disseminar o pânico entre os leitores e sou comprovadamente um otimista. Mas não vejo sentido em ocultar ou cobrir de açúcar minhas opiniões a respeito de temas que afetam a vida do leitor interessado nesse assunto.

Estou convicto de que o emprego fixo é um animal em extinção. Boa parte dos empregos, tal como os conhecemos atualmente, deixarão de existir. Essa é a má notícia que tenho. A boa notícia é que há saídas. Sim, existe vida depois do emprego. Muitas vezes, uma vida até melhor do que a vida de quem é funcionário de uma corporação, qualquer que seja seu porte ou ramo de atividade.

Mas antes de falarmos nas saídas, gostaria de justificar minha visão de que muitos empregos deixarão de existir. A globalização, o outsourcing de mão-de-obra, a pressão por resultados, a necessidade de “jogar para a platéia” (leia-se: para os analistas de Wall Streets e seus clones espalhados mundo afora), as consequentes fusões e aquisições, as políticas de bônus elevados para a alta direção baseados apenas no desempenho no curto prazo e outros fatores vem provocando a adoção, por muitas empresas, no Brasil e em outros países, de programas de demissão (voluntária, ou não) em massa de funcionários de colarinhos de todas as cores e tons. As estratégias e os programas podem mudar de nome de empresa para empresa. Downsizing, rightsizing e, mais recentemente, “realinhamento”, são apenas algumas das designações adotadas e não passam de variações em torno de um mesmo tema.

Se os nomes variam, os programas produzem um mesmo efeito de forma geral: lançam à rua, sem emprego, montes de executivos altamente capazes e qualificados, em plena vitalidade, no auge da carreira. E muitos deles não conseguem – ou, como é cada vez mais comum, não desejam – voltar a trabalhar numa grande empresa.

Existe uma saída digna para quem perde ou abandona o emprego e não consegue, ou não quer, encontrar outro? A resposta é: SIM! Empregos vão deixar de existir, mas sempre haverá trabalho para quem for competente, sério e trabalhador.

E qual é a saída?

Simples: criar o próprio emprego. Note que eu disse que é simples; não que é fácil. E como é que alguém pode “criar o próprio emprego”? De várias formas:

1) empreendendo, ou seja: fundando um negócio próprio, com ou sem sócios;

2) adquirindo a totalidade, ou parte, de um negócio que já esteja em funcionamento;

3) lançando-se como consultor, com foco em uma, ou mais de uma, área de sua competência;

4) tornando-se um free agent, a forma como atualmente se denominam os profissionais que, até algum tempo atrás se costumava apelidar de freelances (frilas., para os íntimos). O free agent é mais que um consultor, sem chegar a ser um executivo contratado. Há atuação, nessa qualidade, até como CEO temporário de uma empresa, quase sempre pelo período necessário a atingir certas metas estabelecidas de comum acordo com os acionistas ou com o conselho – ou seja lá quem for o contratante. E, depois, parta para fazer o mesmo em outra organização, do mesmo ramo ou de outro;

5) investir na aquisição de uma franquia.

Franquia é caminho de sucesso para muitos

É crescente o número de ex-executivos que optam por se tornar franqueados, como alternativa de carreira. Investir numa franquia de qualidade vem se revelando um excelente “Plano B” para alguns e uma “tábua de salvação” para outros. Funciona inclusive nos casos em que o profissional tem a intenção de criar um negócio para a família, ou no qual esta possa se envolver.

O que leva a tal preferência? É fácil explicar: as estatísticas mostram que, dos pequenos negócios independentes (não-franquias) criados no Brasil, menos de 40% chegarão a completar três anos de existência. Os demais quebrarão, ou fecharão suas portas, antes disso. E é bom frisar que esse cálculo leva em consideração apenas os negócios formalmente criados e extintos. Se alguém conseguir computar também os pequenos negócios informais, os casos de insucesso provavelmente superariam os 80%.

Por outro lado, entre 90% e 95% das franquias continuam em funcionamento três anos depois de inauguradas. Ou seja: mais de 90% de chance de sucesso versus uma chance de 20% a 40% dos negócios não-franquias. A matemática não poderia ser mais simples e deixa claro o principal motivo pelo qual investir numa franquia vem atraindo cada vez mais gente em busca de uma alternativa para a carreira de executivo.

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